Reage Brasil

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O Campeonato Brasileiro começou com baixa média de público, bem como um diminuto número de gols. Não há favoritos ao título. É o campeonato mais difícil do mundo. São muitas equipes de tradição e, pelo que mostraram todas com nível técnico baixo.

Um problema que salta aos olhos é a falta de goleadores e meias. Antigamente, tínhamos aos montes. Nossos camisas nove, inclusive o da Amarelinha que disputa a Copa América do Centenário, são veteranos (Fred, Grafite, Ricardo Oliveira e Jonas). Todos acima dos 30 anos.

Um dos meias que mais fazem sucesso atualmente é Nenê, do Vasco, também acima dessa faixa etária. Sem desmerecê-los e com a certeza de que o trabalho físico evoluiu, vale a pergunta: onde está a renovação? O que levou a essa escassez? Temos que rever isso desde a base.

O problema não está só na perda da identidade de jogo, mas também na formação. Muitos talentos nem despontam nos nossos gramados e vão direto para o exterior. Os clubes, depois da Lei Pelé, investem cada vez menos na formação de talentos e, quando existem, rapidamente passam para as mãos dos empresários. Os jovens não têm mais identificação com as nossas tradições de jogo, tampouco com as nossas camisas.

Com os clubes enfraquecidos economicamente, esse processo de perda de identidade e má-formação do talento é acelerado.

A Copa América é um teste para que vejamos como a Seleção se comporta sem Neymar, o único jogador com o DNA genuinamente brasileiro na equipe. Só teremos esse talento nato nos jogos olímpicos do Rio.

Pela Taça Libertadores das Américas, dentre os cinco brasileiros, só restou o São Paulo, classificado para as semifinais. Mas é o surpreendente Atlético Nacional da Colômbia o time que apresente o futebol mais bonito, envolvente, vistoso.

Chama a atenção a demonstração de força das equipes espanholas, que dominam o continente europeu. O Sevilla conquistou a Liga Europa batendo o Liverpool. Pela Champions, o Real e o Atlético, ambos de Madri, foram para as finais.

Já passou da hora da Seleção Brasileira e dos nossos clubes começarem a reagir e a recuperar o futebol que tanto encantava o mundo.

 

JOSÉ CARLOS ARAÚJO


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