Bruno Azevedo

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GANGORRA EMOCIONAL!

Poucas equipes na temporada tem a capacidade de proporcionar ao seu torcedor um turbilhão de emoções como o Flamengo. De favorito aos títulos em disputa no ano de 2017, a equipe viu, competição a competição, esperanças se transformando em decepções. Foi assim com a saída de briga pelo título brasileiro, com a traumática (mais uma) eliminação na Libertadores e com o vice-campeonato da Copa do Brasil.

Num segundo momento, os torcedores reviram prioridades e passaram a apoiar a equipe que busca a taça da Copa Sul Americana e, num plano secundário, briga por uma vaga direta na Libertadores de 2018 através do Brasileirão (o que só será necessário em caso de novo fracasso na luta por um título internacional).

E como o primeiro confronto contra o colombiano Junior Barranquilla, pela semifinal da Sul Americana, será apenas no próximo dia 23, cabe ao time do também colombiano Reinaldo Rueda tratar de mostrar serviço na competição nacional. E até por isso, a pressão diante do Cruzeiro, nesta quarta-feira, na Ilha do Urubu, não deve ser pequena!

 

INÉRCIA CASTIGADA!

O empate entre Vasco e Vitória no Maracanã serviu para mostrar que, para a equipe comandada pelo técnico Zé Ricardo, a ansiedade pela chegada das férias é imensa. Só esse raciocínio para explicar tamanha apatia e preguiça do time que abriu o placar aos 9 minutos de bola rolando e, aos trancos e barrancos, segurou um resultado que não refletia o que acontecia dentro de campo. Tanto que recebeu um duro castigo com o gol de empate do Leão já nos acréscimos da partida, o que custou a tão almejada zona de classificação para a Libertadores.

Capítulo à parte foi a atuação de Luis Fabiano, que após voltar ao time depois de uma longa estadia no departamento médico, teve atuação discreta e ainda recebeu um cartão amarelo que o deixará fora do jogo do meio de semana, diante do Santos, na Vila Belmiro.

Que o torcedor vascaíno não se aborreça, mas pelo que o time tem jogado a simples fuga da parte de baixo da tabela já é um feito a comemorar, e uma vaga para a Libertadores, caso venha, será motivo de iniciar, de forma imediata, um planejamento que seja completamente diferente do que foi feito para 2017. Que o ano sirva de lição!!!

 

É PRA VIRAR A PÁGINA!

Após a vitória no clássico contra o Botafogo, o Fluminense enfrenta no meio de semana o Coritiba, no Maracanã, com real possibilidade de respirar mais pausadamente no Campeonato Brasileiro, pois uma vitória daria ao time do técnico Abel Braga os tão sonhados 45 pontos, conta que para alguns matemáticos, elimina qualquer risco de queda na temporada (para outros, mais exigentes, essa conta chega a 47).

Particularmente, eu acredito que a turma das Laranjeiras não terá dificuldades para cumprir a missão, da mesma forma que credito ao trabalho desenvolvido por Abelão uma temporada de superação frente as muitas dificuldades que surgiram ao longo do ano.

Tomara que o famoso balanço de fim de ano já esteja sendo realizado na Rua Álvaro Chaves, porque 2017 pode servir de excelente aprendizado para o presidente Pedro Abad e sua equipe!

 

CRÉDITO PARA O JAIR!

Mesmo entendendo a insatisfação da torcida alvinegra com os recentes resultados do Botafogo (a última foi na derrota para o Fluminense no Estádio Nilton Santos), vejo como injustas as vaias direcionadas ao técnico Jair Ventura no clássico do último fim de semana.

Não é preciso fazer um esforço de memória intenso para analisar que o jovem treinador se viu prejudicado em diversos momentos com a saída de jogadores importantes no grupo. Alguns negociados, como foram os casos de Camilo e Sassá, e outros que enfrentaram longos períodos no departamento médico do clube, como Airton, Victor Luis e até mesmo Montillo, que se viu obrigado a deixar os gramados no meio do ano, por conta de uma sequencia de lesões. Já a mais recente baixa foi do atacante Roger, que se afastou do futebol para tratar de um tumor no rim (felizmente já retirado).

Não se trata aqui de eximir Jair Ventura de suas responsabilidades, mas apenas de ponderar situações que poderiam comprometer até mesmo o trabalho de renomados treinadores.

 

 

 

 

 


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