TECNOLOGIA: SIM OU NÃO?

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Entra ano, sai ano, é sempre assim. A cada novo jogo, a certeza de que a história vai se repetir: um dos clubes sairá reclamando da arbitragem, com ou sem razão. Em muitos casos, são os dois clubes que se julgam prejudicados. E, não raro, os dois têm razão em suas alegações.

A FIFA, sempre muito tradicional, reluta em fazer mudanças nas regras do jogo e mantém o futebol distante da tecnologia já disponível. Tudo poderia ser mais justo, como acontece com o tênis, com o vôlei de quadra e de praia e outros esportes, que adotaram o uso de câmeras para dirimir dúvidas.

Bastaria definir que cada clube tivesse direito a um número definido de pedidos de verificação de vídeo a cada tempo de jogo. Isso evitaria a validação de muitos gols ilegais e outros atos, como pênaltis não marcados ou marcados indevidamente, além de cartões amarelos ou vermelhos aplicados ou não aplicados de forma correta.

O que falta para começarmos a testar essa novidade no futebol? A Holanda é um dos países que já usam a tecnologia de forma experimental. O Brasil deveria ter iniciado a prática este ano, mas vem adiando indefinidamente a questão.

O investimento é muito pequeno em relação aos benefícios. Basta adquirir algumas câmeras e outros equipamentos de vídeo, além da disponibilidade de alguns profissionais do setor.
Os erros de arbitragens são cada vez mais frequentes. Lances violentos são ignorados em nome de deixar o jogo correr. Pênaltis claros passam em branco. Impedimentos não marcados acabam decidindo jogos importantes.

Num campeonato de pontos corridos, como o Brasileirão, as falhas acabam absorvidas e esquecidas porque há tempo de recuperação para o time prejudicado. Mas, num sistema eliminatório, como a Copa do Brasil, o erro de arbitragem quase sempre é fatal. Um erro pode significar a eliminação de um clube, o fim de um sonho e de todo um planejamento. Ou seja, tudo acaba em injustiça, frustração e enormes prejuízos.

Há quem repudie o uso da tecnologia, sob o argumento de que o erro faz parte do futebol e que o uso de câmeras tiraria um pouco da emoção do esporte. Mas, a emoção não deve estar no erro e sim nos acertos, na qualidade dos jogadores, no bom espetáculo.
Pelo sim, pelo não, é importante fazer a experiência. Só depois poderemos comparar e dizer o que é melhor para o esporte. Então, que venha a tecnologia. E que seja aliada da justiça e do bom futebol.

 

José Carlos Araújo


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