REAGE, BRASIL II

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O futebol é dinâmico e mexe demais com a emoção. Vivemos um clima de Copa do Mundo, embora a próxima só aconteça daqui a dois anos. As principais seleções vêm jogando seus torneios continentais. Tivemos a Copa América Centenário, nos EUA e a Eurocopa, na França. Muita festa nas arquibancadas.

Para a seleção brasileira, mais um vexame que culminou na demissão do técnico Dunga, substituído pelo aclamado Tite. A sensação é a mesma de que se tivéssemos sido eliminados de uma Copa do Mundo. Não passamos da primeira fase em um grupo fraco, com Peru, Haiti e Equador. Esperamos mudanças estruturais e, principalmente, táticas e de postura dentro do campo.

Analisando os dois torneios com as principais seleções mundiais, continuamos muito aquém taticamente. A final da Copa América Centenária foi repeteco da final de 2015. Chile e Argentina, com justiça, disputaram a final. Jogam há anos um futebol envolvente. Buscam o gol. A melhor seleção chilena de todos os tempos levou o bicampeonato.

Mais uma vez o craque Messi não conseguiu livrar o jejum argentino de 23 anos sem títulos. A pressão era enorme sobre o melhor jogador do mundo, que até anunciou sua despedida da seleção argentina. Pela Eurocopa, seu maior rival, o português Cristiano Ronaldo, fez golaços e comandou seu esforçado selecionado.

Outro fenômeno do futebol chamou a atenção na Eurocopa: a capacidade de um time esforçado, com preparo físico e obediência tática fazer sucesso entre as grandes forças. Parabéns à Islândia pela festa e por momentos emocionantes de esforço e comunhão com a torcida. Também vale mencionar a fantástica torcida da Irlanda do Norte, que festejava nas ruas e nas arquibancadas.

O ponto negativo foi a prevalência das retrancas e das brigas provocadas pelos hooligans e por confrontos entre países com diferenças históricas.

Estamos a poucos dias de sediar as Olimpíadas. Muito se fala sobre insegurança e incapacidade de organização. Vale ressaltar que não temos invasões de campo nem brigas entre etnias diferentes em nosso território. Também não temos histórico de invasão de alguém armado em grandes eventos. Devemos frisar que a Copa de 2014 foi um sucesso. A atmosfera foi fantástica na torre de Babel em que o Brasil tinha se tornado. E deve ser repetida nos jogos olímpicos.

O brasileiro quer a retomada do seu futebol genuíno, do seu formato de campeonato, mas também deve se orgulhar da sua capacidade de superação, da sua criatividade e da harmonia entre as raças que compõem a nosso país.

 

José Carlos Araújo


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