ERA TITE: O RENASCIMENTO

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O futebol é um dos esportes mais emocionantes do mundo. Por outro lado, é conservador, não acompanha a evolução tecnológica que dá dinâmica ao jogo, bem como dirime quaisquer dúvidas.
Temos como exemplo a utilização de recursos eletrônicos para fazer justiça. Mas, ainda é proibido pela FIFA, que o trata como interferência externa. Tivemos essa polêmica no último Fla-Flu, onde um gol em impedimento do tricolor foi validado e, após muito tumulto, com auxílio de alguém de fora, foi invalidado. Caso já contassem com o desafio eletrônico, todo o tumulto seria evitado. Infelizmente, o caso foi parar nos tribunais e o STJD manteve o resultado obtido em campo.

É hora de evoluir nesse sentido, tornando o espetáculo justo, evitando erros crassos que até decidem um torneio. Já não basta a polêmica sobre a interpretação de bola na mão ou mão na bola? Para quê tornar tudo mais difícil, com interpretações equivocadas?

Outro ponto a ser conversado é a recuperação da seleção brasileira sob o comando de Tite. A auto-estima está de volta. O esquema tático, atualizado. Os antes criticados jogadores, que eram considerados de uma safra fraca, agora mostram seu talento. Ganharam confiança para desenvolver o seu futebol.

E o campeonato brasileiro está chegando ao final. Na parte de cima da tabela, Palmeiras, Flamengo e Atlético- MG disputam o título, com mais chances para os dois primeiros. Com a transformação do G4 em G6, o torneio ganhou outro contorno, pois times que nada mais teriam a fazer a essa altura, passaram a almejar uma vaga na Libertadores da América. Corínthians, Botafogo, Atlético-PR, Santos, Fluminense, Grêmio disputam ponto a ponto uma vaga.

Já no temido Z4, além dos já condenados América-MG e Santa Cruz, nada menos do que Internacional, Cruzeiro, Vitória e Sport flertam com o rebaixamento.

Mais uma vez, vale frisar que não devemos copiar o modelo europeu de descenso, bem como o de pontos corridos. A propósito, é absurdo que um país como o nosso, com muitos times de tradição, rebaixe 20% dos competidores. É desproporcional. Além disso, tínhamos o formato perfeito de competição: com pontos corridos classificatórios seguidos de mata-mata. Ou seja, a cada grupo de cinco clubes, um será rebaixado. Bastaria reduzir para dois. Seria mais justo.

 

José Carlos Araújo


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