2016, UM NOVO ANO COM CARA DE 2015

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O ano mal começou e parece que nada mudou. Confusões entre dirigentes, falta de comando, de planejamento, enfraquecimento do futebol brasileiro, que continua distante das suas raízes.

A tão promovida Primeira Liga, que já foi chamada de Rio-Sul-Minas, já foi esvaziada pelos fundadores, que – por divergências quanto à divisão de cotas – já saíram e voltaram. A dupla Fla-Flu segue em litígio com a Federação Carioca, que não autoriza a participação de seus filiados na Liga.

Enfim, de inovador não tem nada. Prevalecem a bagunça e o disse-me-disse, o que afasta o torcedor e desvaloriza o produto. Deveriam seguir o exemplo da Copa do Nordeste, apelidada de Champions League. Sucesso de público e renda.

Muito se fala que devemos olhar a base, que é o futuro do nosso futebol. Recentemente tivemos o maior campeonato de jovens talentos do país, a Copa São Paulo de Juniores. O campeão foi o Flamengo, clube revelador de talentos por tradição, que – mais uma vez – mostrou grandes promessas.
Não vimos, porém, muitos prováveis craques em outros competidos, tampouco equipes praticando um futebol moderno, envolvente. Prevaleceram a força física e as bolas lançadas na área. Vamos torcer para que haja uma reformulação no futebol brasileiro a partir da base, com ênfase na nossa cultura de qualidade técnica, talento, improviso.

O enfraquecimento do nosso futebol também passa pela crise financeira e o conseqüente empobrecimento das nossas equipes. Perdemos jogadores para mercados secundários, como a China e o mundo árabe, onde certamente não evoluirão, porque o nível técnico é bem inferior.

Isso prejudica a seleção brasileira na medida em que o nível de competitividade e exigência é bem menor. O Corínthians, atual campeonato brasileiro, perdeu meio time para o emergente, mas fraco, mercado chinês. Jogadores selecionáveis, como Gil, Ralf e Renato Augusto optaram pela independência financeira. Outros como Tardelli e Everton Ribeiro já tinham seguido este caminho. Enquanto isso, seguimos contratando a peso de ouro veteranos e apostas de segunda linha do mercado sul-americano.

Em nível internacional, Neymar continua a jogar o fino. Ficou entre os três melhores do mundo. Agora, especula-se sobre uma possível transferência dele para o arqui-rival Real Madrid. Quem também está em alta é o ex-vascaíno Alex Teixeira, que deve se transferir para o Liverpool, para jogar ao lado do talentoso Philipe Coutinho.

Real Madrid, Barcelona, Bayer de Munique e os clubes ingleses continuam a praticar um futebol vistoso, moderno, envolvente, como o que queremos ver em nossos gramados de novo.

Que os bons tempos retornem aos nossos gramados.

 

JOSÉ CARLOS ARAÚJO


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