Bruno Azevedo

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O QUE DEU ERRADO???

Com um futebol medíocre, o Flamengo encerrou um jejum de três jogos com vitória magra sobre a Chapecoense e voltando a exibir o desinteresse que já vem incomodando a exigente torcida rubro-negra. Talvez o pênalti desperdiçado por Everton Ribeiro tenha sido o maior simbolismo da apatia que a equipe vem demonstrando desde o vice-campeonato da Copa do Brasil. E até mesmo Diego, autor do gol que deu a vitória ao time comandado pelo técnico Reinaldo Rueda, segue devendo uma atuação condizente com status de craque adquirido justamente ao longo de sua vitoriosa carreira.

Independente da forma como ocorreu a vitória sobre a Chape, é inegável que o resultado teve grande importância para que o Flamengo siga na briga pelo G5, que dá vaga direta à Libertadores do ano que vem. Mas é necessário que a equipe evolua daqui pra frente, e que essa evolução tenha inicio já na próxima quinta-feira, diante do mesmo Bahia que venceu o líder Corinthians no fim de semana.

Simbora Mengão!!!

 

MELHOROU, MAS NÃO PODE RELAXAR!

Se o Flamengo não vencia há três jogos, o Fluminense vinha de um jejum dobrado em comparação ao seu rival rubro-negro, sendo que o placar de 1 a 0 sobre o Avaí, no Maracanã, encerrou uma sequencia de seis jogos sem vitória.

Destaque para a volta do volante Wendel ao time, que depois da bronca pública vinda do técnico Abel Braga, retornou ao grupo titular e foi alvo de elogios do treinador após a partida.

O resultado foi extremamente valioso para o Tricolor na luta para evitar a zona de rebaixamento do Brasileirão, tanto que a equipe saltou da 16ª para a 12ª posição, abrindo três pontos de vantagem para a Ponte Preta, que abre o pelotão dos quatro últimos colocados.

Porém, a quarta-feira também será de um jogo dramático para o time das Laranjeiras, já que o adversário neste meio de semana é o São Paulo, que tem um ponto a menos e segue tentando evitar o primeiro descenso de sua história.

Entre os tricolores, que vença o carioca!

 

DE VOLTA AO MARACA!

Após a vitória sobre o Botafogo, o presidente do Vasco, Eurico Miranda, anunciou que os próximos jogos da equipe seguirão no Maracanã. Segundo o dirigente, a decisão foi motivada para evitar novos incidentes em São Januário, como aqueles ocorridos no clássico contra o Flamengo, no dia 8 de julho, e que acarretaram uma punição de jogos sem o mando de campo e, posteriormente, em casa, mas sem a presença de torcedores.

A base de argumentação de Eurico segue sendo a de que os atos de vandalismo vistos no clássico contra o Flamengo teriam sido motivados por questões politicas e com o objetivo de prejudicar a equipe no Brasileirão, sendo que naquela ocasião a equipe estava na oitava colocação e com campanha irretocável dentro de casa.

Não irei aqui entrar na discussão sobre a veracidade ou não do que foi relatado pelo presidente cruzmaltino, mas é inegável que o simples fato de se cogitar a possibilidade de ver um clube prejudicado dentro de campo por ação deliberada de seus próprios “torcedores” empobrece o futebol e é injustificável, independente da motivação que acarrete situação tão absurda.

Dentro de campo, o time segue apresentando um futebol sem brilhantismo, mas inegavelmente mais organizado sob o comando do técnico Zé Ricardo!

 

HÁ VIDA OFENSIVA SEM ROGER?

O tropeço diante do Vasco chamou a atenção do torcedor botafoguense para a ineficácia do setor ofensivo da equipe comandada pelo técnico Jair Ventura, que na coletiva pós-jogo, admitiu a falta que o artilheiro faz ao grupo alvinegro.

Porém, ouso discordar do competente treinador, mesmo concordando que Brenner esteve abaixo do esperado no clássico do último sábado.

Apesar de reconhecer a importância de Roger, vejo seu substituto imediato com potencial para ajudar o time nesta reta final de Brasileirão, com bom posicionamento na área adversária e disposição para buscar jogo quando necessário. E até por isso, é preciso notar também a queda de rendimento de jogadores importantes na temporada, como o volante Bruno Silva e o meia-atacante Rodrigo Pimpão. E quando jogadores armadores não rendem o esperado, fatalmente o centroavante será o mais sacrificado, independente do esquema tático escolhido.

 

 

 

 


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